Sabe hoje eu já estava meio tristonho e bem saudosista, sonhei com minha querida avozinha... Saudades =/...
Ai vendo TV agora à noite, o Profissão Repórter, algo me deixou simultaneamente revoltado e enojado.
A pauta do programa era sobre a "Indústria do Sexo" no Brasil. Até ai tudo bem.
Que isso existe todo mundo sabe. Que não é crime, nem todos. O que é crime é a exploração sexual, ou seja, cafetinagem.
Bom o programa mostrou vários tipos (se é que isso existe) de prostituição. Têm aquelas que ficam nas beiras das estradas do Rio Grande do Sul. Aquelas que ficam em salas de cinemas pornôs, apresentando-se durante as "sessões" rs.
Foi então que os aprendizes de repórter desembarcaram na Praça da Sé, famoso ponto de prostituição de São Paulo, e encontraram com a "Dona Rosinha", uma senhora super simpática, de seus 84 anos, se não me engano. Não pode andar muito rápido senão terá falta de ar, conta ela.
Há aproximadamente 50 anos na prostituição, ela cobra atualmente R$30,00 (trinta reais), isso mesmo gente, TRINTA REAIS.
Na verdade como disse ela, R$40,00, porque R$10 é pra pagar o quarto.
Sinceramente, me deu um nó na garganta, e as lágrimas brotaram em meus olhos e senti vontade de vomitar.
Como eu disse, hoje sonhei com minha avó, e durante todo o dia, várias coisas fizeram lembrar-me dela, e ao ver aquela senhorinha, que poderia ser a minha avó, não agüentei.
E o pior de tudo, foi ouvir o motivo maior do por que dela ainda estar nessa vida.
Quando perguntada o porquê, ela respondeu com sua vozinha fraca e trêmula, que ainda está nessa vida, porque ainda não se aposentou, e assim que se aposentar ela largará “a vida", porque afinal isso não é vida pra ninguém, e que ela gostaria mesmo era de ter uma máquina de costura, pois é isso que ela gosta de fazer, costurar.
Durante a reportagem, aparece um cara, conversando com ela. Apesar de não aparecer o rosto, pelo jeito que se vestia e pelo jeito de andar e talz, aparentava ser uma pessoa jovem, com no máximo uns 30 anos. Marcaram o programa e ela sai, discretamente com seus passos curtos e lentos para um lado e o cara para o outro.
O repórter perguntou a ela como é que ela fazia para encontrar os seus clientes? Ela respondeu que fica andando pela Sé, parando vez ou outra, até que chega algum cara e pergunta o que ela faz. Ela responde que trabalha, mas nas horas extras faz outras coisas, por necessidade. O cara então pergunta que "coisas" e ela responde, "pograma". Ai o cara dizendo que é para "ajudá-la" topa fazer o programa.
Sinceramente isso me entristeceu muito. É conhecendo casos assim que fico revoltado com toda a sistemática brasileira, começando desde mim mesmo, em todas as vezes que eu poderia ter feito algo pra mudar o meu mundinho particular e não fiz, até aos nossos inúteis governantes e representantes, que nada fazem para ajudar àqueles que realmente necessitam.
Sei que devem existir outras tantas "Donas Rosinhas" por ai, espalhadas pelo Brasil afora, sem contar pelo mundo, mas seria muito bom que pelo menos no NOSSO país, uma pessoa de 80 e tantos anos, pudesse pelo menos ter seu miserável, mas digno dinheiro da aposentadoria, para não ter que se sujeitar à situações semelhantes como as que a pobre "D. Rosinha" tem que passar diariamente.
É repugnante essa situação. Usando um pouco de conhecimento jurídico, isso fere a constituição brasileira, no seu princípio da Dignidade Humana. E eu me pergunto? Cadê os defensores dos direitos humanos que ao invés de cuidar de quem realmente precisa, estão se preocupando quase que exclusivamente com aqueles que cometem os mais bárbaros crimes, e defendendo-os.
Mas essa divagação ficará para um próximo post.
Termino apenas fazendo uma extensão do meu texto, para que nele se englobe a, também repugnante, prostituição infantil.
Ai vendo TV agora à noite, o Profissão Repórter, algo me deixou simultaneamente revoltado e enojado.
A pauta do programa era sobre a "Indústria do Sexo" no Brasil. Até ai tudo bem.
Que isso existe todo mundo sabe. Que não é crime, nem todos. O que é crime é a exploração sexual, ou seja, cafetinagem.
Bom o programa mostrou vários tipos (se é que isso existe) de prostituição. Têm aquelas que ficam nas beiras das estradas do Rio Grande do Sul. Aquelas que ficam em salas de cinemas pornôs, apresentando-se durante as "sessões" rs.
Foi então que os aprendizes de repórter desembarcaram na Praça da Sé, famoso ponto de prostituição de São Paulo, e encontraram com a "Dona Rosinha", uma senhora super simpática, de seus 84 anos, se não me engano. Não pode andar muito rápido senão terá falta de ar, conta ela.
Há aproximadamente 50 anos na prostituição, ela cobra atualmente R$30,00 (trinta reais), isso mesmo gente, TRINTA REAIS.
Na verdade como disse ela, R$40,00, porque R$10 é pra pagar o quarto.
Sinceramente, me deu um nó na garganta, e as lágrimas brotaram em meus olhos e senti vontade de vomitar.
Como eu disse, hoje sonhei com minha avó, e durante todo o dia, várias coisas fizeram lembrar-me dela, e ao ver aquela senhorinha, que poderia ser a minha avó, não agüentei.
E o pior de tudo, foi ouvir o motivo maior do por que dela ainda estar nessa vida.
Quando perguntada o porquê, ela respondeu com sua vozinha fraca e trêmula, que ainda está nessa vida, porque ainda não se aposentou, e assim que se aposentar ela largará “a vida", porque afinal isso não é vida pra ninguém, e que ela gostaria mesmo era de ter uma máquina de costura, pois é isso que ela gosta de fazer, costurar.
Durante a reportagem, aparece um cara, conversando com ela. Apesar de não aparecer o rosto, pelo jeito que se vestia e pelo jeito de andar e talz, aparentava ser uma pessoa jovem, com no máximo uns 30 anos. Marcaram o programa e ela sai, discretamente com seus passos curtos e lentos para um lado e o cara para o outro.
O repórter perguntou a ela como é que ela fazia para encontrar os seus clientes? Ela respondeu que fica andando pela Sé, parando vez ou outra, até que chega algum cara e pergunta o que ela faz. Ela responde que trabalha, mas nas horas extras faz outras coisas, por necessidade. O cara então pergunta que "coisas" e ela responde, "pograma". Ai o cara dizendo que é para "ajudá-la" topa fazer o programa.
Sinceramente isso me entristeceu muito. É conhecendo casos assim que fico revoltado com toda a sistemática brasileira, começando desde mim mesmo, em todas as vezes que eu poderia ter feito algo pra mudar o meu mundinho particular e não fiz, até aos nossos inúteis governantes e representantes, que nada fazem para ajudar àqueles que realmente necessitam.
Sei que devem existir outras tantas "Donas Rosinhas" por ai, espalhadas pelo Brasil afora, sem contar pelo mundo, mas seria muito bom que pelo menos no NOSSO país, uma pessoa de 80 e tantos anos, pudesse pelo menos ter seu miserável, mas digno dinheiro da aposentadoria, para não ter que se sujeitar à situações semelhantes como as que a pobre "D. Rosinha" tem que passar diariamente.
É repugnante essa situação. Usando um pouco de conhecimento jurídico, isso fere a constituição brasileira, no seu princípio da Dignidade Humana. E eu me pergunto? Cadê os defensores dos direitos humanos que ao invés de cuidar de quem realmente precisa, estão se preocupando quase que exclusivamente com aqueles que cometem os mais bárbaros crimes, e defendendo-os.
Mas essa divagação ficará para um próximo post.
Termino apenas fazendo uma extensão do meu texto, para que nele se englobe a, também repugnante, prostituição infantil.

4 comentários:
Tbem assistir "profissao reporter" e assim como vc fikei indignada!E um absurdo que esse governo nao consiga um aposentadoria pra D.Rosinha para que ela saia das ruas... Fiquei com muita pena dela!E nao e só ela,tem varias na mesma situacao,que tiram o sustento das rus,aguentando humilhacao...
Tem selinho pra vc no meu ultimo post!Passe lá e confira...
Bjinhos(**
Caro amigo,
Cheguei ate seu blog, clicando aqui e ali e qdo vi, ja estava nele, lendo seu artigo, por sinal mt bem escrito!!
Concordo plenamente com vc: assistir À dona Rosinha ontem, no profissao reporter, me deu um nó na garganta sem ingual.
Além de se sujeitar a fazer programas com essa idade toda (74 na realidade, ela continua vivendo naquele barraco que vimos na tv, sem a menor condição de ser habitado!!! Um barraco, meu amigo! E ela ainda disse que nao queria que mostrassem a fachada para que as vizinhas nao suspeitassem de nada.. ora, ela ja havia tido a coragem de mostrar a cara!
Isso nosso Brasil nao tem coragem: de mostrar a cara!
O sonho dela é ter uma maquina de costura, pra poder trabalhar em casa. Será que nao vai aparecer uma alma bendita que possa ajudar essa senhora? Que país é esse gente!
Meu amigo.. tornei-me fã de seu blog, mesmo sem ter lido os posts anteriores. E quero deixar aqui registrada minha indignação com o desinteresse, nao só do governo, mas com o povo em geral, que não está fazendo nada para mudar a cara do nosso Brasil!
Abraços!
Eu tbm vi o profissao reporter... e tbem pensei na minha saudosa avó, que sempre foi uma mulher batalhadora. Criou os filhos, os netos (eu, inclusive).
Tenho pena dessa senhora, e peço a Deus que ela ainda tenha um pouco de dignidade nessa vida... que consiga terminar sua vida realizando coisas que goste!
bjs
Realmente uma situação de revolta...
expressou muito bem sua indginação
parabens!!
beijos
=[
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