Hoje cheguei da faculdade, corri pra casa e rapidamente engoli a comida. Tinha dentista marcado para às 13 horas. Tinha menos de meia hora para almoçar, escovar dos dentes, trocar de roupa e sair.
Felizmente consegui fazer tudo ao seu devido tempo. 13 horas estava eu no portão do consultôrio do meu dentista. Toquei o interfone. Voz alguma falou, mas eu sabia que alguém pegara o fone em algum lugar dentro da casa, e com um barulhinho, o portão eletrõnico se abriu.
O dentista estava atrasado, o que vim a descobrir momentos depois quando ele mesmo me disse isso passando apressadamente na sala de espera.
Mas o que realmente quero contar é o que aconteceu do momento em que eu cheguei e me sentei numa das cadeiras com estofados azuis da sala de espera até ser chamado para dentro do consultorio.
Sentei-me ao lado da cestinha de revistas. Comecei a procurar alguma revista em que houvesse algo de interessante na capa. Passando os dedos pelas revistas encontrei uma revista do Rotary Club. Achei interessante e resolvi abrir. Inicialmente haviam umas estatisticas sobre os membros rotarianos espalhados pelo Brasil e pelo mundo.
Dei uma passada de olhos rápida sobre esses dados e virei a página.
Havia no alto da página seguinte, os dizeres mais ou menos assim "A FÁBULA DOS TRÊS PEDREIROS", como a muito não lia uma fábula, coisa que muitos consideram coisas infantis, resolvi começar a lê-la.
Não vou me recordar exatamente como era a fábula, mas era mais ou menos assim:
Certo dia, um homem ao passar por uma construção que se iniciava, avistou três pedreiros trabalhando.
O homem a fim de descobrir o que se esgueria ali, chegou perto do primeiro pedreiro e perguntou:
- Boa tarde senhor! O que é que o senhor está fazendo?
O pedreiro que, agachado, mastelava freneticamente parou ao ouvir a pergunta do homem que estava parado em pé ao seu lado, e resmungando, levantou-se e respondeu amarrando a cara:
- Eu estou aqui trabalhando feio um burro de carga, cheio de bolas e calos nas mãos, ganhando um salário de merda pra no final não ser nem reconhecido o meu esforço.
O homem que fizera a pergunta, se afostou amargurado com a resposta ríspida que acabara de ouvir e se dirigiu ao segundo pedreiro.
Parando ao seu lado, repetiu a pergunta:
- Senhor? O que o senhor está fazendo?
O segundo pedreiro olhou para o rosto do homem em sua frente, e com extrema amargura respondeu:
- Estou garantindo o sustento da minha família. Não é um trabalho lá essas coisas, mas pelo menos me garanto o mínimo para sobreviver.
O homem, ao ouvir essa resposta, partiu ainda mais desesperançoso para o terceiro pedreiro.
Ao repetir a pergunta, o terceiro pedreiro que se achava à um canto mais isolado, com um sorriso explendoroso no rosto respondeu ao ouvir:
- Senhor? O que está fazendo?
- Estou construindo uma catedral - respondeu o pedreiro.
Ao ouvir isso o homem saiu da construção, com uma sensação muito boa e um sorriso no rosto.
Podemos tirar como moral dessa história que, aqueles que realizam alguma atividade de forma forçada, reclamando do que está fazendo, sempre será um fracassado, pois nunca conseguirá sentir-se feliz fazendo aquilo que faz, como o primeiro pedreiro. Se agirmos como o segundo pedreiro, que fazia o trabalho apenas pela pura obrigação, sem o prazer de fazê-lo. somente porque dele dependem outros, suprimindo assim a própria satisfação profissional, sempre será uma pessoa amargurada, não desenvolvendo assim sua real potencialidade.
Deveriamos, TODOS, agir como o último pedreiro, que mesmo estando exergendo uma profissão que para muitos seria inferior, para ele era gratificante. Ele sentia prazer em realizá-la, independentemente do quanto estaria ganhando ou do quanto suor terramara para sua conclusão.
Essa era mais ou menos a conclusão que estava na revista com um pouco de toque meu nela rs.
Mas agora vou fazer a minha "moral da história": Penso eu que assim como o terceiro pedreiro, não devemos deixar-nos esmorecer quando estamos fazendo algo que realmente gostamos e nos interessamos, mesmo que essa atividade não tenha o seu devido valor constatado. Devemos seguir sempre sorridentes assim como o terceiro pedreiro, mostrando e colocando amor em tudo o que fazemos. Só assim poderemos realmente sentir-nos recompensados por aquilo que estamos realizando. Não desistam jamais dos vossos sonhos, pois aquele que não sonha, não está vivo. Pereceu quando deixou de sonhar.
Ai ao entrar no msn depois de ter retornado mais tarde pra casa, e conversando com alguns amigos, alguns me apresentaram adversidades ocorridas durante o dia. Ai lembrei-me dessa fábula. Providência? Porque não né?!
Dedico esse post a duas pessoas, primeiro ao meu caro amigo Jair Eduardo, para que ele pense e não desista nunca dos seus sonhos, por mais contrárias que sejam as opiniões e os fatos. E em segundo para o meu amigo Andy, que dispensa comentários, para que ele siga persistente nos seus planos atuais. Um beijo no coração dos dois em especial.
E um beijo no coração de todos os leitores do Confissões

9 comentários:
Concordo. Não somos somente aquilo q vestimo, comemos. somos aquilo q sonhamos, que desejamos, que acreditamos.
Somos as possibilidades, as dificuldade e o caminho para aquilo onde queremos alcançar.
Providencia sim. afinal somos amigos e fortes amigos!
Ganhei meu dia vindo aqui. Que texto Digao!
olá! adorei a fabula. Eu tenho muitos sonhos, e estou disposta a viver todos eles.. e sei que tem dias que faço tudo por obrigação mas tem dia que faço por amor pq sei que lá na frente vai fazer sentido para mim..
beijokas.. e parabens pelo post!
Linda a fábula, nos transmite uma grande lição ..
Mas, infelizmente, a maioria das pessoas se comportam como o primeiro e o segundo pedreiros, são raros os que tem a sabedoria de levar a vida com um sorriso, assim como o terceiro !!
Abraço, cara, té + !!
Ai ai meu paozinho, é como a máxima latina “agere sequitur esse”, nossos atos só serão amorosos se manifestarmos neles a essência do que somos. E essa essência é o amor. Sem ele, é impossível agir corretamente. Sem ação correta não há boa ação. E sem boas ações não existe Ética. Santo Agostinho sintetizou isso com genialidade: “Ama e faze o que quiseres”. Portanto, antes de fazer qualquer coisa é preciso amar. Tolstoi já dizia: “Não faça nada que contrarie o amor”.
Eu acredito que pensamento positivo e acima de tudo agradecer em qq circunstancia é a chave pra ser feliz.
Apesar de ser díficil de ser aplicado, o seu efeito é avassalador..
abraços Digão
Reclamar é facil dificil é mudar a situação ,rs
Bjs amoreee...agora deu um refresh e posso voltar a bizoiar aqui,rs
Oiee
Fiquei um bom tempo sem passar por aqui.
Mas voltei q gostei do que eu vi .
Sempre escrevendo texto com conteúdo que com sentimentos.
Muito bom!!
Adorei o post anterior acho que tem horas que todo mundo esplode cansa de ficar esperando algo que sabemos que não vamos ter.
Beijosss
Digao e esqueci de te avisar, dias atrás de passei um selo (uma caneca) por conta desse seu texto,mas na verdade a caneca também vale por outros bons textos que sempre leio aqui. Abraço.
Inté!
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