quinta-feira, 22 de maio de 2008

Poema do nada

Todos os dias olho pela janela
Esperando por você
Mas é uma esperança vã
Pois a certeza de que eu você não virá
É incontestável
Passo a me apegar à devaneios insanos
De uma credulidade titubeante.
Onde estarão aqueles belos olhos cor de caramelo?
Nem a vida sabe me responder
O meu destino parece ser
Realmente solitário.
A luz no fim do túnel
Não brilha para mim
Ao invés disto nesra escuridão imensurável
Vultos atormentados provocam
E desdenham de mim.
O que posso eu? Simples mortal
Contra lembranças de um tenebroso passado?
Posso eu tudo!
Para livrar-me desta imensa escuridão
De tudo sou capaz, quando assim creio ser
Nada obstará meu caminho
Quando eu não deixar.

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