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A escola
Entrei correndo pelo pátio da escola, dando risadas da cara que fazia Tia Gê ainda dentro do carro. O sinal para a primeira aula já havia tocado, os corredores já estavam vazios, então como eu estava atrasado mesmo, resolvi dar uns rolés pela escola e conhecer o meu novo "parque de diversões".
O prédio da escola lembrava uma cadeia da época de Hitler. Paredes altas, com janelões ladeados por enormes e grossas grades, tudo pintado de cinza escuro. Chegava a dar cala-frios até em mim, e olha que sou conhecido por ser um tanto quanto destemido. Mas isso não me impediria de mudar as coisas um pouquinho no Instituto.
Andando pelas instalações do Instituto, fui descobrindo lugares até agradáveis, muitos desses locais vinham precedidos de plaquinhas de "não entrem", "proibido para alunos", "acesso restrito" e por ai vai... Mas como não costumo muito seguir as regras, resolvi explorar alguns desses lugares. Numa sala encontrei vários livros, a princípio você poderia pensar que eu estava numa biblioteca, mas o que não sabem é que os livros não estavam enfileirados em prateleiras e altas estantes, muito pelo contrário, eles se amontuávam pelo chão, estavam espalhados por toda a sala. Havia livros de tudo quanto é assunto, o difícil seria conseguir achá-los. Mas rapidamente saí de lá.Entrei em outra, e deparei-me com uma sala longa, coberta com um papel de parede muito velho, todo florido, meu primeiro pensamento foi "que coisa mais brega". Não consegui ficar muito tempo nessa sala, na verdade nem cheguei a entrar, o cheiro de mofo era muito forte.
Continuei andando pela escola, que era muito grande por sinal. Corredores e mais corredores. Quando finalmente cheguei no terceiro andar, deparei-me com um imenso e muito mal iluminado corredor, na hora me senti como em um daqueles corredores de castelos antigos que muitas vezes assistimos em filmes. E no final desse corredor, percebia-se a existência de uma porta, que vista de onde eu me encontrava não era muito grande. Quando pensei em ir mais perto pra ver o que haveria do outro lado, ouço ruídos na velha escada de madeira que leva ao terceiro andar, então resolvi me esconder no vão de duas paredes, quando passa a tia Gê, acompanhada de um homem não muito velho, com seus 35 anos mais ou menos, com um porte atlético, e uma voz grave, ambos segurando uma lanterna cada. E se dirigem em direção à porta no final do corredor, entram, e ouço então a batida da porta e logo a pós o barulho de uma tranca. Clack! Resolvo sair de lá, mas com a promessa de voltar assim que possível e descobrir o que há lá dentro.Desço então a escada de madeira e volto ao pátio da escola, quando escuto o sinal do recreio, e só então me dou conta de que ainda nem sei onde é minha sala...

3 comentários:
Opa! Acompanhando a história rs.
hum!!!
fikei curiosa...
pra saber a próxima parte...
voltarei
beijos
Opa...segundo capítulo deixando água na bok...
Quero maissss!
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