segunda-feira, 17 de março de 2008

Resposta à um amigo

Lendo o post "Tecendo sonhos" do blog O mundo moderno de um comunista, do meu amigo Eduardo, ele aborda os rumos da educação no Brasil resolvi escrever sobre o assunto, uma vez que não concordo com alguns pontos abordados por ele. Ele começa falando do programa do governo federal, o PROUNI, e da "quantidade" de bolsas oferecidas por tal programa. Bom isso eu rebato depois, começarei os meus escritos pelo final dos dele. Concordo total e plenamente com ele de que deveria-se investir na base de tudo, lá no ensino fundamental. Evoluindo-se para o ensino médio e posteriormente para o ensino superior. Infelizmente é grande a defasagem da infra-estrutura (como ele mesmo diz em seu post) das instituições de ensino no país. Defasagem essa que não se restringe apenas ao patrimônio físico das instituições, mas também e PRINCIPALMENTE o patrimônio humano.
Os professores, infelizmente em sua grande maioria, também estão mais do que ultrapassados, em suas didáticas de ensino. Muitos por serem verdadeiros "museus ambulantes", que não se preocupam nem um pouco em evoluir, aprender e se integrarem às novas tecnologias existentes. O mercado de trabalho da educação, necessita urgentemente, ao meu ver, de "sangue fresco". O que nos leva ao primeiro assunto abordado por meu caro amigo Eduardo, as bolsas do PROUNI.
Ele deixa a entender que as bolsas do PROUNI tiveram apenas um caráter quantitativo, e nada qualitativo. Mas pesquisas concretas, mostram exatamente o contrário. Os bolsistas do PROUNI têm média melhor que os outros alunos regularmente matriculados nas instituições particulares.
Concordo que o quantum de bolsas, felizmente, é alto. O que proporciona á pessoas que não teriam condições de ingressar em uma instituição de ensino superior, seja ela particular ou pública, por motivos financeiros ou por defasagem nos níveis anteriores de ensino, a chance de uma graduação superior, com melhores expectativas de vida. Dentre essas bolsas, inúmeras são as destinadas à área educacional. Futuros pedagogos, professores e outros profissionais voltados à área da educação estão neste exato momento sentados em uma cadeira universitária, adquirindo conhecimentos, para que num futuro não muito distante possam, quem sabe começar a mudar a cara do ensino no país, pelo menos ao que se refere ao lado humano da educação.
Podemos pensar que o certo, como sugere meu douto amigo, que com relação às técnicas educacionais com certeza entende mais do que eu, afinal é a área dele, seriamos começar pelas estruturas primárias, mas como começar a mudar as bases se NÃO HÁ ou havendo, existem-se poucos, recursos humanos qualificados para se promover tal mudança?
Portanto é mais do que válidas as bolsas oferecidas pelo governo federal àqueles que não possuem condições de cursar um curso superior, promovendo assim, mesmo que em parte a igualdade de condições e oportunidades entre as várias classes sociais do país.

6 comentários:

Anônimo disse...

mais do que quem simplesmente se matricula... é sempre assim...

Eduardo EU disse...

Não podemos tapar o sol com paneira. Acho q a solução seria trabalhar com a designção interna, começando pelo critério de seleção de professores. Ressignificar a educação é dar novo significado aos principios. tem muitos profissionais sem qualificação, assim como as condicoes financeiras e fisica de muitas instituicoes sao precária. Olhando para o aspecto politico, a educação infantil sempre será um assunto muito questinado.

eduardo denovo disse...

continuando....
pois envolve questoes socio-afetivas, politicas-pedagogicas.

Anderson disse...

Você sintetizou muito bem o que eu diria...
Abrindo um parentêses, eu sou Prouni, mas perdi a bolsa pois o trabalho me prejudicou.
Tenho como recuperar ou o governo não abre exceções para recorrer?!

Abraços

Jair Eduardo. disse...

o 1 e 2 comentário sao meus hehheehhe

Éverton Vidal disse...

Só acompanhei a discussao dessa vez. Nao tenho nada a acrescentar pois estou meio por fora do tema.